Minha Vida-Kung Fu, por Vitor Sá

Vitor Silva Soares de Sá



Membro Ativo da Família Moy Fat Lei do Clã Moy Jo Lei Ou, desde outubro de 2015. 



O que representa para você o Sistema Ving Tsun? 
Representa etapas evolutivas que eu, enquanto praticante e estudioso do sistema tradicional, passarei.
O que representa para você a Vida-Kung Fu? 
Uma experiência única pela qual tenho passado, onde o aprendizado é constante e o compartilhamento de experiências, sobretudo com meu Si Fu, tem sido fundamentais e os benefícios tem se refletido, positivamente, na minha vida pessoal e profissional.
O que representa para você a Família-Kung Fu? 
Uma nova família. Com relações e processos distintos da minha família biológica. No entanto, através da família Kung Fu eu encontrei novos significados de conceitos como zelo e atenção cuidadosa.



Uma experiência de Vida-Kung Fu de seu Si Gung que tenha sido inspiradora para você. 
Vejo meu Si Gung como um grande desbravador do Kung Fu Ving Tsun. Portanto, a experiência de Vida-Kung Fu que mais me inspira em meu Si Gung é todo seu histórico de trabalho voltado para o desenvolvimento do Ving Tsun. Os trabalhos realizados em países como Angola, a consolidação de núcleos no Rio de Janeiro e várias outras ações voltadas para o desenvolvimento e disseminação da arte, representam para mim uma grande inspiração, mostrando que sonhos podem ser conquistados.
Uma experiência de vida de seu Si Gung que tenha sido inspiradora para você. 
As experiências profissionais do meu Si Gung são grandes inspirações para mim. Até onde tenho conhecimento Si Gung, além de ser um desbravador do Kung Fu Ving Tsun, é um excelente psicólogo, escritor e produtor/diretor de séries televisivas. Qualificações distintas que tenho certeza lhe proporcionaram grandes experiências e conhecimento. Para mim fica a inspiração de que podemos alcançar sempre aquilo que desejamos. Basta termos bastante vontade, foco e doarmos a energia necessária para cada realização.
Uma experiência de Vida-Kung Fu, sua com seu Si Gung. 
Em uma tarde de sábado, tive a oportunidade de acompanhar meu Si Fu e meu Si Gung até o aeroporto. Foi uma viagem para São Paulo, na ocasião. Estavam presentes, além de Si Fu e Si Gung, minha Si Mo e três Si Suk. Chegamos todos ao aeroporto com certa antecedência e após todos os "check-in" realizados e malas devidamente despachadas, Si Gung convidou todos a se sentarem à mesa em uma das áreas de espera do aeroporto. Eu sempre tive bastante admiração pelo meu Si Gung, Júlio Camacho, portanto sempre que tenho a oportunidade de estar com ele, procuro prestar o máximo de atenção em suas palavras. Naquela tarde, Si Gung falou sobre vários temas: vida Kung Fu, cultura chinesa, relacionamentos. Sempre ao final de cada tema, ele passava a palavra para as pessoas sentadas à mesa, exceto eu. Meu entendimento foi que Si Gung preferiu me deixar como um expectador daquela ocasião e, confesso que relaxei e fiquei um pouco disperso da conversa. Tenho certeza que Si Gung percebeu minha distração e de maneira simples me fez perceber que ele queria que eu estivesse ali, atento, participando, mesmo que como ouvinte. Si Gung pegou uma moeda chinesa e me perguntou o que eu achava que a forma daquela moeda representava. Foi o suficiente para eu recuperar toda a minha atenção e "voltar" à mesa.
Reflexão sobre sua relação com seu Si Gung. 
É uma relação de profunda admiração. Além da minha vontade de torná-la cada vez mais o próxima.



Vitor Sá tem 30 anos, é Aluno de Primeira Geração de Mestre Thiago Pereira e de Segunda Geração de Mestre Julio Camacho, Professor e Geógrafo.